bem sei do cansaço,
da morbidez…
A goteira da pia
o relógio no pulso
– que não consigo ver
e a insônia fixa em minha retina
entendo da metafísica do mundo
e da pequena que come chocolates
há de comer!
há de comer todos os sonhos
das janelas do meu quarto!
e por hora,
só as chinelas escuto
- no corredor imudo -
A ti e a nenhum outro
dedico os versos esses
e assim que quero eu
– que goste tu…
já que em mim
há apenas cansaço
e tinta nos dedos…





